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BATENDO ÁGUA!

BATENDO ÁGUA!

Luiz MarencoYouTube

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Meu poncho emponcha lonjuras batendo água

E as águas que eu trago nele eram pra mim

Asas de noite em meus ombros, soprando casa

Longe das casa ombreada a barro e capim

Faz tempo que eu não emalo meu poncho inteiro

Nem abro as asas da noite pra um sol de abril

Faz muitos dias que eu venho bancando o tino

Das quatro patas, do zaino pechando o frio

Troca um compasso de orelha a cada pisada

No mesmo tranco da várzea que se encharcou

Topa nas abas sombreiras, que em outros ventos

'Guentaram as chuvas de agosto que Deus mandou

Troca um compasso de orelha a cada pisada

No mesmo tranco da várzea que se encharcou

Topa nas abas sombreiras, que em outros ventos

'Guentaram as chuvas de agosto que Deus mandou

Meu zaino garrou da noite o céu escuro

E tudo que a noite escuta é seu clarim

De patas batendo água depois da várzea

Freio e rosetas de esporas no mesmo trim

Falta distância de pago e sobra cavalo

Na mesma ronda de campo que o céu deságua

Quem tem um rumo de rancho pras quatro patas

Bota seu mundo na estrada batendo água

Porque se estrada me cobra, pago o seu preço

E desabrigo o caminho pra meu sustento

Mesmo que o mundo desabe num tempo feio

Sei o que as asas do poncho trazem por dentro

Porque se estrada me cobra, pago o seu preço

E desabrigo o caminho pra meu sustento

Mesmo que o mundo desabe num tempo feio

Sei o que as asas do poncho trazem por dentro

Quelle: LRCLIB

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Erstmals gesehen: Aug 8Zuletzt gespielt: Aug 8, 08:20 PMTitellänge: 3:44