

Dizem que as coisas que temos possuem uma alma
Então preciso de calma
Fazer valer cada parte daquilo que tem seu valor
Do paraíso, o abismo que atrai dói na palma
Mão que me lembra o meu trauma
Marcas não somem do corpo, mas trazem consigo uma dor
Mente pra mim, e fala que isso é só um sonho
Tanto terror pra ter o destino de um demônio
Devo minha vida, por isso sou eu aqui próprio
O ódio me trouxe direto pro purgatório
Anjo caído, lixo é ouro na minha mão
Anjo perdido, caminhando no lixão
Anjo caído, lixo é ouro na minha mão
Anjo perdido, vê valor nesse lixão
E caindo, caindo, caindo mais
Olhares, vestígios, que tal minha paz?
O ódio, só o ódio, já é o bastante
Nunca me encaixei, e isso mesmo de antes
Nessa terra profanada demais
Será que anjos possuem asas reais?
E uma alma aqui cheia, hoje aqui jaz
Seu valor não me cura, mas satisfaz
Mas não cura
(Mas não cura)
Mas não cura
Nunca me encaixei, mesmo de antes
O pouco já é o bastante
Escuta essa batida
Algo como o toque de Midas
Ó, baby, muito antes de expulsarem-me
Desse falso paraíso
Eu enxerguei o brilho
Do que vocês jogavam fora feito lixo
Não me chame de demônio
Prefiro anjo caído
Isso é vingança, não é sonho
Por crimes não cometidos
Seus pecados disfarçados de lei
Esse lixo tem mais alma que vocês
Diga pros dedos tão sujos que me apontaram
E que me lançaram ao chão
Que eu conheço o que eles abandonaram
Como a palma da minha mão
Eu enxerguei o brilho
Do que vocês jogavam fora feito lixo
Não me chame de demônio
Prefiro anjo caído
Isso é vingança, não é sonho
Por crimes não cometidos
Seus pecados disfarçados de lei
Esse lixo tem mais alma que vocês
Diga pros dedos tão sujos que me apontaram
E que me lançaram ao chão
Que eu conheço o que eles abandonaram
Como a palma da minha mão
Eu enxerguei o brilho
Do que vocês jogavam fora feito lixo
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